Os 60 anos de vida da Paula Oliveira Seixas davam um filme e não uma animação curta, género em que se tornou especialista depois do curso de Edição de Vídeo & Pós-produção. Engenheira civil, supervisora bancária, avó de 4 netos, em 2019 realizou o sonho de estudar Cinema em Portugal e veio especializar-se na LSD (2022). Aqui aprendeu as ferramentas práticas para lançar o KinoToy Fest - Festival Internacional de Curtas em Brasília em 2025. A prova de que a idade não é entrave para começar algo novo, viver emoções novas e ser reconhecida.
“Depois de conhecer o programa do curso, se não tivesse tido a coragem de ir em frente, a minha vida não seria tão emocionante quanto é agora.”
Por que escolheste a LSD e o teu curso de Edição de Vídeo e Pós-produção?
Queria uma escola na região de Lisboa com um programa especializado. Primeiro estudei Cinema na Cascais School of Art and Design (2019) e o que mais gostei foi a finalização, queria montar, editar e transformar todo o material em filme, talvez fosse o meu lado de engenheira.
Comecei por aprender sozinha a mexer no Premiere. Em 2022, fui para a LSD para o curso de Edição de Vídeo e Pós-produção. Com o professor Francisco Rocha percebi que era exatamente o que eu precisava: desde a organização de arquivos aos vários exercícios práticos de montagens de coisas muito diferentes.
“Faltava-me um método, uma organização dos arquivos. Foi na LSD que me tornei capaz de editar os filmes que produzo.”
Como foi a tua experiência? Partilha um momento que te tenha marcado.
Adorei o curso, as aulas, os trabalhos! O material e os equipamentos são tudo de última geração! O professor é excelente, muito capacitado e didático para transmitir seu conhecimento aos alunos.
Um dos momentos que mais me marcou foi a montagem de uma dança. Filmámos com várias câmaras um casal que dançou tango e usámos um recurso interessante que nos permitia ver todas as imagens recolhidas em simultâneo. Gostei muito do meu resultado. Neste momento até estou a receber demandas para montar videoclipes e esse trabalho que fiz na LSD foi fundamental.
“Muito do meu trabalho foi reconhecido mesmo tendo começado velhinha (risos).”
De que maneira é que o curso na LSD contribuiu para o teu atual percurso profissional?
Comecei a fazer filmes para contar histórias para os meus netos e agora já tem gente na Califórnia querendo comprar os meus filmes (risos). Não conseguimos imaginar o que vai acontecer quando nos aventuramos numa vida nova.
Depois da formação em Cinema, como estávamos na pandemia e não podia filmar ninguém, comecei a desenhar, usava bonecos de massa plástica, fazia desenhos animados, sem saber nada de animação, e fazia isso para não me esquecer do trabalho de edição. Mas via que me faltava um método, uma organização dos arquivos, faltavam-me ferramentas.
Foi na LSD que me tornei capaz de editar os filmes que produzo. Sem esta estrutura jamais teria conseguido lançar o KinoToy Fest, editar todo o material exibido num cinema em Brasília que é Patrimônio Histórico da Humanidade, o Cine Brasília, e ainda organizar uma cerimônia de premiação com mais de 150 pessoas presentes e 340 online, com tradução simultânea em inglês. Foi uma emoção muito grande!
“A dedicação é fundamental; o diferencial é o que cada um vai fazer com o que aprendeu.”
O que estás a fazer atualmente?
Hoje sou produtora independente de conteúdo audiovisual. O audiovisual tem uma série de recursos importantes para você poder expressar a sua criatividade e isso não tem idade.
Comecei Cinema com 54 anos, com 59 anos participei do roteiro, fotografia e edição da curta “Crime em Família”, vencedor na categoria de Melhor Realização Estreante do Pupila Film Festival e com 60 anos produzi um Festival de Cinema no Brasil. Muito do meu trabalho foi reconhecido mesmo eu tendo começado velhinha (risos). Então, todo o dia é dia de começar, partir para algo novo, descobrir coisas novas.
Este ano fui a Cannes. como produtora independente. Foi a minha oportunidade de conhecer as pessoas do meio num mesmo lugar. Percebi como as pessoas vendem os seus filmes. Vi na prática. E de repente surgiram interessados em comprar os meus filmes. Já entrei num nível em que me pedem para produzir um filme com a qualidade de uma Netflix, ou até para passar num avião. E já estou a pensar que tenho de aprender e especializar-me mais para poder apresentar um produto com mais qualidade.
“Só quando colocamos em prática é que sentimos as aprendizagens.”
Como recomendas o método de ensino e o curso da LSD?
É um ensino muito prático - e só quando colocamos em prática é que sentimos as aprendizagens. É um ensino muito acompanhado. Mesmo depois de terminar o curso, mantemos contacto com colegas e o apoio à distância do professor foi fundamental no momento de organizar o meu Festival. O ambiente é agradável, os equipamentos são de alta qualidade e o acesso à escola é fácil.
Depois de conhecer o programa do curso, se não tivesse tido a coragem de ir em frente, a minha vida não seria tão emocionante quanto é agora.
“O audiovisual tem uma série de recursos para você poder expressar a sua criatividade e isso não tem idade.”
Que mensagem deixas para quem ainda tenha dúvidas sobre uma mudança de vida ou um investimento num sonho?
A minha recomendação é: claro que você consegue, é só questão de querer e se dedicar, a dedicação é fundamental, porque o que você vai aprender no curso é igual para todos os que estão lá, o diferencial é o que cada um vai fazer com o que aprendeu. E realmente lembre-se que não conseguimos imaginar o que vai acontecer quando nos aventuramos numa vida nova.
Conhece mais sobre o trabalho da Paula Seixas Oliveira aqui.